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Non dubium pro libertate

"If liberty means anything at all, it means the right to tell people what they do not want to hear." George Orwell

Non dubium pro libertate

"If liberty means anything at all, it means the right to tell people what they do not want to hear." George Orwell

Cacico, logo existo.

prolibertate, 14.01.20

Faltavam ainda dias consideráveis para as Eleições Diretas do PSD quando fiz uma previsão - pessoal e intransmissível -  daquilo que seria o resultado neste passado sábado no meu Distrito, Viana do Castelo. Para isto, para além de já largos quanto baste tempos de intervenção, bastou-me acompanhar os anúncios de trincheiras escolhidas pelos apoios locais capitais (no sentido matemático da coisa, só) no caminho para o ato eleitoral. Só queria ter falhado por mais, mas este sindicar de direita é consistente.

O universo de votantes é curto, incomparável com qualquer ato eleitoral externo ao partido, o que alimenta as bolhas e facilita a organização. Por isso, é importante recuar a reflexão ao momento em que um militante se filia e perceber “Porquê?”. Serão ainda relevantes aqueles que procuram um partido ao invés de serem arrastado para este? Mais que nunca. No PSD, o voto livre, não organizado, terá sido quarto classificado deste ato eleitoral. Isso não só indica que os maiores problemas do partido não estarão sequer limitados à ação, métodos e faces políticas anacrónicos a nível nacional, mas chegam principalmente dos mais estreitos meios onde se geram dependências do poder, vícios de manipulação eleitoral e, pior, receios de que os bons quadros venham estragar o que “está tão bem arranjadinho”.

Os arranjinhos refletem-se num partido mendigo de projeto (não de ideias), num partido mendigo de quadros (por opção e estratégia de poder), num partido onde se recusam debates e num partido que chega a assumir a relação com o outro mais relevante que a sua visão. Modéstia comparte e sem arte.

Espero que seja a última vez que parto de política não-Política para aqui escrever, por saúde própria, mas não pode ser assumido levianamente que um qualquer candidato consiga mais importantes apoios através de contactos com x dirigentes por localidade do que a falar para as multidões que nele se podem rever. Não é por ser algo interno aos partidos que ganha selo de tabu político ou inevitabilidade. Menos preguiça, e mais olho para o “depois de amanhã”. Não peço muito.

 

RG.

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